Mercado

Empresa aposta na reciclagem de cartões magnéticos

Transformação do resíduo em novas placas de plástico

Toneladas de plástico geradas pelo descarte de cartões magnéticos que iriam diretamente para o lixo ganharam novos destinos com a iniciativa de uma empresa paulista, a R. S. de Paula. Especializada na fabricação deste tipo de cartão, a companhia encontrou na logística reversa de consumo uma forma de aumentar o seu faturamento. No ano passado, a empresa faturou R$ 2,9 milhões e, para 2013, a expectativa é crescer cerca de 30%.

“Trabalho em um mercado extremamente competitivo, com grandes empresas. Precisávamos ter um diferencial”, afirma o proprietário da companhia, Renato Soares de Paula.

Com investimento inicial de aproximadamente R$ 200 mil, o empresário desenvolveu o Programa RC (Reciclagem de Cartões), que envolve a coleta seletiva de cartões magnéticos usados, a transformação do resíduo em novas placas de plástico (o chamado mosaico de cartões) e, por fim, a fabricação de brindes para empresas, como porta-copos e cadernos de anotações.

O destaque do programa está na máquina coletora e trituradora de cartões magnéticos – a chamada Papa Cartões -, instaladas em estações de metrô e shopping centers de São Paulo. De acordo com o empresário, a ideia já atingiu mais de 1 milhão de pessoas. O produto foi desenvolvido e patenteado por de Paula, que explica que o equipamento também gera receita por meio de anúncios pagos expostos na máquina.

“O cartão magnético é um símbolo mundial do descarte errado de materiais recicláveis. Trabalhamos com a premissa do descarte seguro e correto “, enfatiza de Paula.

Com o aumento da demanda pelos mosaicos de cartões, R.S. de Paula irá inaugurar, ainda neste mês, uma fábrica destinada à produção dos brindes na cidade de Itu, no interior de São Paulo.

“Quando criamos o mosaico de cartões, nos lançamos em um novo mercado para explorar. Todo o resíduo coletado é transformado e tem sido bem aceito”, diz o empresário, que completa. “Nossa receita vinha apenas dos cartões que fabricávamos. Atualmente, ganhamos em três frentes”, ressalta.

Há 16 anos no mercado, de Paula está otimista. “Enxergamos um futuro brilhante para o nosso negócio, porque fomos buscar fora de nossas fronteiras inovações alinhadas com a nossa atividade”, finaliza.

DCI

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